Edição n. 418 - 04 de setembro de 2010

[edição 299]
Tsunami...

Costumo brincar dizendo que, enquanto a Administração é a ciência da produtividade, a Economia é a da escassez e que, por isso, os economistas são tão ranzinzas. Estão habituados a prever cenários catastróficos e geralmente com um viés economicista (é claro) no qual a ótica “maximizante” e excludente prevalece, em detrimento de uma perspectiva “otimizante” e universalista. E os agentes do mercado tendem a se alinhar com os pessimistas. Acham que é melhor prevenir do que remediar, e daí planejam a partir do pior. Muito bem, quando o loquaz presidente Lula se referiu à atual crise econômica mundial como uma “marolinha” despertou irados e irônicos comentários, em especial dos “economistas” de todas as profissões. O “tsunami” viria.
[edição 299]
...ou marolinha?

Em palestra proferida no último dia 28, para surpresa geral, o comentarista Carlos Alberto Sardenberg, saindo da notória postura crítica ao Governo Federal, posição, aliás, na qual só é superado pela colega Mirian Leitão, disse coisas do tipo: “em 2002, o Brasil estava insolvente, não teria condições de enfrentar uma crise como esta, sem quebrar” e “o Brasil não quebra mais porque todos os fundamentos da nossa economia são sólidos”. Surpresa maior provocou o economista Luiz Carlos Mendonça de Barros, ex-ministro de FHC, quando afirmou: “por aqui, a crise, entendida como uma ruptura do crescimento, já acabou”. E disse mais: “na comparação com os outros, o preço pago por nós foi pequeno. Incluímos muita gente no mercado de trabalho nos últimos anos e isso não foi afetado de forma radical. Essa é a base de nossa volta ao crescimento”. Finalmente, confirmando que o pior passou, uma pesquisa da revista Exame revela que 70% das empresas consultadas já retomaram ou estão ampliando investimentos, tudo por conta do grande motor do crescimento atual - o consumo interno, responsável por 60% do PIB. E aí, tsunami ou marolinha?
[edição 299]
E o custo da crise

A crise financeira mundial custou mais de US$ 10 trilhões aos governos de todo o mundo. Para algumas economias isso vai significar a pior dívida pública desde a Segunda Guerra Mundial. O valor da ajuda aos bancos equivale a “oito brasis”, ou seja, oito vezes a soma de todas as riquezas produzidas no País. Vale lembrar que a coisa toda se originou nos países ricos, porque os governantes renunciaram ao dever de regulamentar as atividades econômicas, deixando-as submetidas apenas às “leis do mercado”. Mais que isso, eles convenceram alguns países em desenvolvimento a aderir alegremente ao sistema. Naquela época, no Brasil, sucumbiram Fernando Collor e Fernando Henrique Cardoso, na Argentina o Menem. Hoje, se candidatos fossem, dificilmente teriam vez.


Anterior - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17 - 18 - 19 - 20 - 21 - 22 - 23 - 24 - 25 - 26 - 27 - 28 - 29 - 30 - 31 - 32 - 33 - 34 - 35 - 36 - 37 - 38 - 39 - 40 - 41 - 42 - 43 - 44 - 45 - 46 - 47 - 48 - 49 - 50 - 51 - 52 - 53 - 54 - 55 - 56 - 57 - 58 - 59 - 60 - 61 - 62 - 63 - 64 - 65 - 66 - 67 - 68 - 69 - 70 - 71 - 72 - 73 - 74 - 75 - 76 - 77 - 78 - 79 - 80 - 81 - 82 - 83 - 84 - 85 - 86 - 87 - 88 - 89 - 90 - 91 - 92 - 93 - 94 - 95 - 96 - 97 - 98 - 99 - 100 - 101 - 102 - 103 - 104 - 105 - 106 - 107 - 108 - 109 - 110 - 111 - 112 - 113 - 114 - 115 - 116 - 117 - 118 - 119 - 120 - 121 - 122 - 123 - 124 - 125 - 126 - 127 - 128 - 129 - 130 - 131 - 132 - 133 - 134 - 135 - 136 - 137 - 138 - 139 - 140 - 141 - 142 - 143 - 144 - 145 - 146 - 147 - 148 - 149 - 150 - 151 - 152 - 153 - 154 - 155 - 156 - 157 - 158 - 159 - 160 - 161 - 162 - 163 - 164 - 165 - 166 - 167 - 168 - 169 - 170 - 171 - 172 - 173 - 174 - 175 - 176 - 177 - 178 - 179 - 180 - 181 - 182 - 183 - 184 - 185 - 186 - 187 - 188 - 189 - 190 - 191 - 192 - 193 - 194 - 195 - 196 - 197 - 198 - 199 - 200 - 201 - 202 - 203 - 204 - 205 - 206 - 207 - 208 - 209 - 210 - 211 - 212 - 213 - 214 - 215 - 216 - 217 - 218 - 219 - 220 - 221 - 222 - 223 - 224 - 225 - 226 - 227 - 228 - 229 - 230 - 231 - 232 - 233 - 234 - 235 - 236 - 237 - 238 - 239 - 240 - 241 - 242 - 243 - 244 - 245 - 246 - 247 - 248 - 249 - 250 - 251 - 252 - 253 - 254 - 255 - 256 - 257 - 258 - 259 - 260 - 261 - 262 - 263 - 264 - 265 - 266 - 267 - 268 - 269 - 270 - 271 - 272 - 273 - 274 - 275 - 276 - 277 - 278 - 279 - 280 - 281 - 282 - 283 - 284 - 285 - 286 - 287 - 288 - 289 - 290 - 291 - 292 - 293 - 294 - 295 - 296 - 297 - 298 - 299 - 300 - 301 - 302 - 303 - 304 - 305 - 306 - 307 - 308 - 309 - 310 - 311 - 312 - 313 - 314 - 315 - 316 - 317 - 318 - 319 - 320 - 321 - 322 - 323 - 324 - 325 - 326 - 327 - 328 - 329 - 330 - 331 - 332 - 333 - 334 - 335 - 336 - 337 - 338 - 339 - 340 - 341 - 342 - 343 - 344 - 345 - 346 - 347 - 348 - 349 - 350 - 351 - 352 - Próxima

tamanho da letra:

Enquete
Você já decidiu em quem votar para governador do Estado?

Sim
Não

Última edição


Todos os direitos reservados à Folha de Blumenau. - Desenvolvido por VirtualForce
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuido sem prévia autorização.
Empresa especializada na criação e desenvolvimento de sites em Blumenau