Edição n. 418 - 04 de setembro de 2010

[edição 308]
15 anos do Grito

Nos aproximamos de mais um “Grito dos excluídos” - o décimo quinto realizado no Brasil. O “Grito dos excluídos”, em 15 anos de existência, vem se afirmando como a mais importante mobilização popular, na Semana da Pátria, em vista da construção de um projeto popular para o Brasil. Promovido pela Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, Justiça e da Paz da CNBB que, juntamente com a coordenação nacional do “Grito dos excluídos”, Pastorais Sociais e Movimentos Populares, mobiliza as comunidades, Igrejas, escolas, universidades e organizações sociais para desenvolver diversas atividades durante a primeira semana de setembro. O grito faz parte de uma ampla rede de movimentos e organizações populares de toda a América. Nos outros países, a data de referência para a mobilização é 12 de outubro.
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Organização Popular

Ao longo destes 15 anos, a coordenação do “Grito” propôs que as atividades fossem unificadas em torno de um tema nacional. Neste ano, o tema será “Vida em primeiro lugar: a força da transformação está na organização popular”. Desta forma. pretende anunciar, em diferentes manifestações populares, os sinais de esperança, por meio da unidade, da organização e da luta popular, e denunciar todas as formas de injustiça que, em nosso País, causam a destruição e a precarização da vida do povo e do Planeta. As manifestações que ocorrem durante a Semana da Pátria são atos simbólicos de resistência e indignação. Como é possível vivermos em uma sociedade que reproduz, de forma sistemática, a miséria, a exclusão, a violência e a desigualdade social? Como superar esta situação? Para o “Grito”, a esperança não está na crença de que os privilegiados possam mudar as posições em favor dos demais. As transformações somente serão possíveis a partir da organização da mobilização dos deserdados. Somente esta força terá poder transformador. Neste ano, o “Grito” procura resgatar as diversas lutas sociais que ocorreram e que são os sinais de esperança de um futuro melhor.
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Lutas Locais

Em nossa região ainda há muita resignação e passividade. Mas muitas conquistas resultaram da mobilização social. Os/as desabrigados/as conquistaram respeito e dignidade pela construção do Movimento dos Atingidos pelo Desastre. Resistiram ao despejo e permanecem com respaldo do poder judiciário em suas moradias. O Movimento Contra a Privatização do Esgoto conseguiu adiar um processo que seria muito prejudicial à população. Os sindicatos com suas organizações e greves resistiram bravamente à retirada de direitos e demonstraram a força da organização. Estamos mais próximos da possibilidade de termos uma universidade pública. Portanto, há muitas conquistas para celebrar neste “Grito da Esperança”.


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