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[edição 325] Vices bem atarefados
No Brasil ninguém dá bola para candidato a vice. Mas, a história demonstra que o segundo da chapa pode ser muito importante. Henrique Córdova, vice de Jorge Bornhausen, governou vários meses porque Jorge foi candidato ao Senado; Casildo Maldaner, vice de Pedro Ivo, substituiu o titular que adoeceu e morreu durante o mandato; quando Vilson Kleinubing deixou o cargo para ser candidato a senador, o vice Konder Reis comandou o Estado por nove meses; mais recentemente, Luiz Henrique renunciou para se candidatar à reeleição e Pinho Moreira assumiu.
No ano que vem o mesmo LHS vai disputar o senado, e lá estará, de prontidão, o vice Pavan para ocupar o trono. Com esse retrospecto, é de todo recomendável que se preste muita atenção na escolha dos candidatos a vice. |
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[edição 325] Como se faz um candidato a vice
Na escolha do vice é mais importante a pessoa do candidato ou seu partido? Se a prioridade é a legenda, talvez porque tem muito tempo de TV, o vice nem precisa ter voto, só precisa trazer o partido. Outro critério é por alguém que complemente o cabeça de chapa. Candidatos do PT, p. ex., gostam de vices da área empresarial. Em Blumenau sempre se acreditou que, se o titular é “alemão”, o vice tem de ser “brasileiro”; se um é católico, o outro há de ser evangélico. O candidato a prefeito é mais velho? O vice precisa ser jovem. Se o cabeça é homem, é bom ter mulher na vice. E se um é do centro, o outro vem do bairro. Ou de regiões diferentes, se a eleição é nacional ou estadual.
Eu desconfio, porém, que para o eleitor tanto faz se o vice é branco ou preto ou a idade dele, sua residência e seu partido. Isso interessa aos marqueteiros, não ao povo. O que o cidadão quer saber, ou, pelo menos, deveria saber, é se o vice tem ou não tem condições de assumir o governo. Há tanto titular que sai do cargo antes da hora, que é preciso pensar em reservas não apenas com capacidade de ser vice, mas capazes de ser governador ou presidente. |
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[edição 325] De volta para o futuro
Todo mundo reclama do baixo nível dos políticos e também do eleitorado que os elege. Porque, então, as escolas não ensinam moral e cívica? Há um motivo: isso já existiu. O governo militar mandou por, no primeiro grau, essa cadeira: Educação Moral e Cívica. No segundo grau, tinha Organização Social e Política do Brasil. E, nas faculdades, o Estudo de Problemas Brasileiros. Uma boa ideia, que ficou maculada por sua origem. Agora, que o Brasil vive uma democracia plena, talvez seja hora de recuperar o ensino de valores democráticos, de civilidade e patriotismo. Talvez com isso, o Brasil possa ter, no futuro, políticos e eleitores melhores do que temos hoje. |
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