Edição n. 419 - 08 de setembro de 2010

[edição 340]
A carga pesada do lula

O governo acumulou, nos últimos quase sete anos, um alentado acervo de promessas não realizadas. Isso não é fora do comum. Muitos governantes assumem compromissos que acabam não cumprindo, seja por escassez de dinheiro ou de competência. No caso do Lula, o problema é mais complicado porque alguns dos compromissos dizem respeito à sua história de líder sindicalista, como é o caso da redução da jornada de trabalho, ou dizem respeito a questões sociais defendidas pelo PT no passado, como a equiparação do aumento dos aposentados ao reajuste do salário mínimo. Lula vai completar sete anos no poder, sete anos de vacas gordas com recordes de arrecadação de impostos. Como explicar agora que não quer dar, para todos os aposentados, a variação salarial do mínimo?
[edição 340]
Escapando dos enigmas

Alguém do governo disse: se a equiparação for aprovada, o Brasil precisará de mais um PIB. Posto nessa sinuca, Lula faz de conta que quer e despacha para o dia de São Nunca. O tema já entrou na pauta de votação da Câmara, mas, na hora H, sacaram o pão da boca do aposentado: um deputado governista retirou o projeto. Lula vai dar reajuste para os aposentados, mas, provavelmente, sem a vinculação. Quanto à jornada de 40 horas, ele quer o impossível: ficar bem com os trabalhadores, que lhe dão o voto, e com os empresários que lhe dão o dinheiro da campanha. Então, não decide. É grande o rol desses enigmas de duas cabeças. E a federalização da Furb parece ser um deles. Como o cordão de adoradores do Lula já está há quase sete anos no governo, tinha de aparecer algum alento para os que acreditaram que PT no poder era garantia de federalização. Fez-se, então, um aparatoso evento em Blumenau com senadora, deputados e novas promessas. Mas, do Ministério da Educação, que é o que interessa, saiu uma declaração mais vazia que pastel de feira: “vamos integrar os grupos de trabalho que estudarão a viabilidade do projeto”. Ou seja, enrolação.
[edição 340]
Da arte de comprar votos

O Governo Federal vai presentear os inscritos no Bolsa Família com um telefone celular. Este fato provoca uma indagação: até onde um governo pode gastar dinheiro público com fins eleitorais? Em princípio, o governante tem todo o direito de fazer coisas que, no final das contas e das apurações, resultam em votos a seu favor. Acontece, porém, que, desde 2006, é proibido proporcionar qualquer benefício para os eleitores. Candidato não pode dar camiseta, canetinha, boné. E nem cesta básica. O próprio Lula disse, antes de chegar ao governo é claro, que distribuição de cesta básica é compra de voto. E agora? Como é que vai se entender a generosa distribuição de celulares? É o legítimo direito de beneficiar a população ou é compra de voto?


Anterior - 1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17 - 18 - 19 - 20 - 21 - 22 - 23 - 24 - 25 - 26 - 27 - 28 - 29 - 30 - 31 - 32 - 33 - 34 - 35 - 36 - 37 - 38 - 39 - 40 - 41 - 42 - 43 - 44 - 45 - 46 - 47 - 48 - 49 - 50 - 51 - 52 - 53 - 54 - 55 - 56 - 57 - 58 - 59 - 60 - 61 - 62 - 63 - 64 - 65 - 66 - 67 - 68 - 69 - 70 - 71 - 72 - 73 - 74 - 75 - 76 - 77 - 78 - 79 - 80 - 81 - 82 - 83 - 84 - 85 - 86 - 87 - 88 - 89 - 90 - 91 - 92 - 93 - 94 - 95 - 96 - 97 - 98 - 99 - 100 - 101 - 102 - 103 - 104 - 105 - 106 - 107 - 108 - 109 - 110 - 111 - 112 - 113 - 114 - 115 - 116 - 117 - 118 - 119 - 120 - 121 - 122 - 123 - 124 - 125 - 126 - 127 - 128 - 129 - 130 - 131 - 132 - 133 - 134 - 135 - 136 - 137 - 138 - 139 - 140 - 141 - 142 - 143 - 144 - 145 - 146 - 147 - 148 - 149 - 150 - 151 - 152 - 153 - 154 - 155 - 156 - 157 - 158 - 159 - 160 - 161 - 162 - 163 - 164 - 165 - 166 - 167 - 168 - 169 - 170 - 171 - 172 - 173 - 174 - 175 - 176 - 177 - 178 - 179 - 180 - 181 - 182 - 183 - 184 - 185 - 186 - 187 - 188 - 189 - 190 - 191 - 192 - 193 - 194 - 195 - 196 - 197 - 198 - 199 - 200 - 201 - 202 - 203 - 204 - 205 - 206 - 207 - 208 - 209 - 210 - 211 - 212 - 213 - 214 - 215 - 216 - 217 - 218 - 219 - 220 - 221 - 222 - 223 - 224 - 225 - 226 - 227 - 228 - 229 - 230 - 231 - 232 - 233 - 234 - 235 - 236 - 237 - 238 - 239 - 240 - 241 - 242 - 243 - 244 - 245 - 246 - 247 - 248 - 249 - 250 - 251 - 252 - 253 - 254 - 255 - 256 - 257 - 258 - 259 - 260 - 261 - 262 - 263 - 264 - 265 - 266 - 267 - 268 - 269 - 270 - 271 - 272 - 273 - 274 - 275 - 276 - 277 - 278 - 279 - 280 - 281 - 282 - 283 - 284 - 285 - 286 - 287 - 288 - 289 - 290 - 291 - 292 - 293 - 294 - 295 - 296 - 297 - 298 - 299 - 300 - 301 - 302 - 303 - 304 - 305 - 306 - 307 - 308 - 309 - 310 - 311 - 312 - 313 - 314 - 315 - 316 - 317 - 318 - 319 - 320 - 321 - 322 - 323 - 324 - 325 - 326 - 327 - 328 - 329 - 330 - 331 - 332 - 333 - 334 - 335 - 336 - 337 - 338 - 339 - 340 - 341 - 342 - 343 - 344 - 345 - 346 - 347 - 348 - 349 - 350 - 351 - 352 - 353 - Próxima

tamanho da letra:

Enquete
Você gostou dos desfiles de 7 de Setembro?

Sim
Não

Última edição


Todos os direitos reservados à Folha de Blumenau. - Desenvolvido por VirtualForce
Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuido sem prévia autorização.
Empresa especializada na criação e desenvolvimento de sites em Blumenau